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As
grutas proporcionam uma visita muito bem organizada, com uma duração
de cerca de 30 minutos, devidamente conduzida por guias
especializadas. A visita suplementa a monotonia repetitiva de uma
pouco diversificada oferta visual, com a criação de um percurso
misterioso, adequadamente iluminado, referenciando-o com música bem
escolhida e uma certa iluminação com arquitecturas mágicas e,
principalmente, com o imaginário telúrico do Centro da Terra.
Por
outro lado, a existência de pequenos lagos de água transparente e de
algumas câmaras mais vastas muito bem integradas no circuito
expositivo proporcionam imagens muito belas e permitem associar
sempre às grutas, à força e ao mistério da Natureza e, neste caso, à
convulsão vulcânica que deu origem à Ilha da Madeira.
As
grutas de São Vicente formaram-se a partir de uma erupção vulcânica
há 890 mil anos atrás, no Paul da Serra, que veio descendo até o
mar, a parte exterior ficou exposta a temperaturas mais baixas que
solidificou rapidamente, enquanto que por dentro a lava continuava a
correr com muitos gases, formando assim uma série de tubos de lava,
que constituem as grutas de São Vicente, onde é possível caminhar
sobre eles. Este conjunto de oito "túneis vulcânicos" apresenta um
desenvolvimento total de mai s de 1000 metros de comprimento, cuja
altura máxima varia ente 5 a 6 metros, e é o maior que se conhece,
até agora, na Ilha da Madeira.
As
marcas deixadas pela actividade vulcânica do último período eruptivo
extinta há milénios, onde a lava em fusão atingia a temperatura de
1200ºC, podem ser constatadas ao longo de aproximadamente 700 metros
de percurso subterrâneo que resultou da escavação, para dar acesso
aos vários tubos ou canais naturais que constituem os 1000 metros.
Esta escavação ocasionou um desnível máximo de cerca de 19 metros em
relação à entrada.
Divulgadas pela primeira vez em 1885, pela população local, cuja
curiosidade foi despertada através da sua abertura. Maravilhados com
o que encontraram, rapidamente espalharam a sua descoberta e
mereceram um estudo pelo inglês James Yates Jonhson e a elaboração
de um projecto integrado para o seu aproveitamento.
Inauguradas a 1 de Outubro de 1996, são as primeiras grutas de
génese vulcânica abertas ao público em Portugal.
Visita às Grutas de São Vicente - Uma Viagem ao Interior da
Terra
Constituídas por três galerias, sendo a maior a galeria denominada
de Lago dos Desejos, os visitantes desfrutam de um espectáculo
deslumbrante numa viagem ao interior da Terra, onde podem
observar-se as estalactites vulcânicas, as escorrências de lava
denominadas por pingos de lava, as acumulações de lava ou “bolo de
lava” (representa o fim de uma corrente de lava lenta) e o “bloco
errante", uma rocha que é transportada pela lava, mas que devido às
suas dimensões e a temperatura relativamente baixa ficou preso no
interior de um dos tubos lávicos. Nesta vista é ainda possível ver
alguns dos muitos aspectos que a lava pode ter uma vez derramada à
superfície, como seja a lava encordoada e lava escoriácea. No
decorrer do percurso, as plantas dão o ar da sua graça, sobretudo os
fetos, que não tiveram qualquer intervenção humana, mas quer o ar,
quer a água e mesmo os próprios visitantes são os possíveis
transportadores dessas “sementes” que, uma vez na presença de luz,
desencadeiam o processo de fotossíntese, processo este fundamental
para o desenvolvimento das plantas. A água que nos acompanha ao
longo de toda a visita é proveniente de nascentes. A sua temperatura
varia entre os 12 e 13ºC e pode ser consumida. A temperatura
ambiente ao longo do percurso é constante e ronda os 16 a 17ºC.
As
Grutas constituem assim, um elemento que torna única a sua visita a
este Concelho. Visitar as grutas de São Vicente é fazer uma
autêntica viagem ao interior da terra e tomar conhecimento da sua
dinâmica e beleza.
Inauguradas a 1 de Outubro de 1996, são as primeiras grutas de
génese vulcânica abertas ao público em Portugal.
Na ligação entre as
Grutas e o Centro de Vulcanismo, os visitantes podem deslumbrar-se
com o espectacular espelho de água que está sobre o Centro de
Vulcanismo, seguindo-se um corredor que nos leva ao interior do
mesmo.
Tarifário:
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Bilhete Normal – 8 €
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Bilhete Júnior (5 - 14 anos) – 6 €
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Bilhete Sénior (> 65 anos) – 6 €
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Bilhete Grupos - 6 €
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Menores de 5 anos – Entrada Gratuita
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